Sorocaba: em uma semana aumentam em mais de 150% casos de dengue

Sorocaba contabilizou 273 novos casos de dengue nos sete primeiros dias de fevereiro. O número representa aumento de 153% sobre o mês de janeiro inteiro, quando foram registradas 178 notificações. Com isso, o acumulado de 2024 no município chega a 451 casos. Na comparação com os meses de janeiro e fevereiro de 2023, quando 102 casos foram notificados, o crescimento chega a 342%. Do total de infecções confirmadas em Sorocaba neste ano, 385 são autóctones, 65 importados e um indeterminado.
Segundo a Secretaria da Saúde (SES), não há registro de óbito em 2024. Conforme a Vigilância Epidemiológica, até o momento, foram realizadas 19.232 visitas de combate a arboviroses. No período também ocorreram 21 autuações, remoção de 683,6 toneladas de inservíveis para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Desde o início de janeiro, a Secretaria da Saúde tem reforçado a campanha de combate à dengue na cidade, com divulgação de informativos nas redes sociais da Prefeitura, bem como fazendo afixação de cartazes nos prédios públicos, além de anúncios em bussdoor e ações contínuas de conscientização das equipes da Zoonoses.

Além dessas iniciativas, três caminhões fazem a retirada de materiais que podem acumular água e se tornar potenciais criadouros do mosquito. Outra ação é a aplicação de veneno, conhecida como “nebulização”. Esse trabalho visa diminuir a infestação de mosquitos adultos possivelmente infectados. A aplicação de veneno só pode ser realizada quando há constatação de um caso positivo ou suspeito de arbovirose na região delimitada, ou seja, não pode ser realizada de forma rotineira. “O uso deve ser feito com critério técnico, para se evitar danos ao meio ambiente e resistência do Aedes aegypti ao princípio ativo”, explica a SES.
Ontem (8), foi registrado o primeiro óbito por dengue na cidade de São Paulo em 2024. No entanto, essa já é a sexta morte pela doença no território paulista neste ano. Os óbitos anteriores foram registrados em Guarulhos, Bebedouro, Bauru e Pindamonhangaba (2). A SES lembra que para conter a doença é importante que cada um faça a sua parte.
A recomendações são: manter as lixeiras tampadas com os sacos plásticos bem fechados; guardar os pneus secos em locais cobertos; garrafas, frascos, potes, latas vazias e baldes descartáveis devem ser colocados no lixo ou vazios e virados de boca para baixo, igualmente em local coberto; manter ralos com pouco uso fechados e depositar uma colher de detergente ou sabão em pó. Após cada chuva ou ao lavar o quintal, repetir esse tratamento.

Além disso, todos os pratos de vasos com plantas ou xaxins, dentro ou fora da casa, devem ser eliminados, pois acumulam água e são um dos criadouros mais frequentes do mosquito; vasilhas de água para animais domésticos devem ser escovadas com bucha e sabão todos os dias e ter a água trocada, para eliminar possíveis ovos do mosquito; caixas d’água devem estar sempre tampadas e bem vedadas; colocar tela no buraco dos ralos do “ladrão” da caixa d’água, pois o mosquito pode entrar por ali e depositar seus ovos. Também é importante desentupir as calhas periodicamente. “Os cuidados não devem ser somente na residência. É essencial ficar atento a possíveis focos de água parada na escola, no trabalho, nos vizinhos e em outros locais frequentados diariamente”, acrescenta a SES. 

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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