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Trabalho na Suiça: Grupo abre centenas de vagas em engenharia

Quem lidera esse movimento

Um dos principais protagonistas é o Grupo Burkhalter, maior fornecedor interdisciplinar de tecnologia de edifícios da Suíça. O grupo opera de forma descentralizada, reunindo dezenas de empresas autônomas espalhadas por mais de uma centena de localidades na Suíça e no Liechtenstein. Os projetos abrangem desde edifícios residenciais até instalações industriais, infraestrutura urbana, transporte, telecomunicações e sistemas críticos de segurança — um retrato fiel da complexidade técnica exigida pelo mercado suíço.

Áreas mais demandadas em 2026

As funções com maior volume de oportunidades refletem a prioridade nacional por eficiência e integração tecnológica. Entre os perfis mais procurados estão:

  • Engenharia de projetos elétricos
  • Técnicos em HVAC (aquecimento, ventilação e refrigeração)
  • Especialistas em automação predial e edifícios inteligentes
  • Eletricistas industriais
  • Engenheiros de eficiência energética
  • Projetistas de sistemas sanitários
  • Técnicos de manutenção de sistemas de segurança
  • Gerentes de projetos de infraestrutura
  • Instaladores de ventilação e climatização
  • Especialistas em energias renováveis e fotovoltaica
  • Supervisores de obras em tecnologia de edifícios
  • Técnicos em telecomunicações e redes de dados
  • Consultores de sustentabilidade predial
  • Planejadores de instalações técnicas
  • Auxiliares técnicos especializados (porta de entrada)

O perfil profissional que a Suíça busca

Em 2026, o profissional valorizado é aquele que compreende o todo. Elétrica integrada à automação, climatização alinhada à eficiência energética, sistemas sanitários pensados para economia e reúso. O domínio de softwares de modelagem, planejamento e ferramentas digitais deixou de ser diferencial — virou requisito. Os canteiros suíços são altamente organizados, digitalizados e regidos por normas rígidas. Precisão não é bônus; é condição básica.

Idioma: o filtro mais decisivo

Aqui está um ponto incontornável: idioma não é opcional. A Suíça é multilíngue, e o idioma exigido depende do cantão — alemão, francês ou italiano. Em funções técnicas e de supervisão, a fluência é essencial. Em engenharia, comunicação clara é segurança: relatórios, normas e instruções não admitem margem para erro.
Sim, mas com estratégia. Cidadania europeia ou visto de trabalho é, na prática, indispensável. Profissões regulamentadas exigem reconhecimento de diploma e certificações específicas. O currículo segue o padrão suíço: direto, objetivo, com foto profissional e acompanhado de carta de motivação no idioma da vaga ou em inglês, destacando experiências em retrofit, modernização e eficiência energética.
Pontualidade, precisão e respeito às normas técnicas fazem parte do DNA do setor. O profissional que chega precisa estar disposto ao aprendizado contínuo, já que os padrões evoluem rapidamente, especialmente em automação e eficiência energética. A construção civil suíça tornou-se o ponto de encontro entre engenharia tradicional e transição energética. Em 2026, eficiência, automação e energia limpa não são tendência — são o núcleo do mercado.
Para profissionais brasileiros, a mensagem é direta: quem se prepara agora amplia significativamente as chances de construir uma carreira internacional sólida. Salários médios para engenheiros giram entre 6 mil e 8 mil francos suíços por mês (aproximadamente R$ 40 mil a R$ 50 mil), considerando a função e a região. É fundamental, porém, planejar-se: moradia, alimentação e seguro de saúde obrigatório têm peso relevante no orçamento. Uma reserva financeira de pelo menos seis meses é recomendada. Fonte: https://engenhariae.com.br

 

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