Segundo destacou o professor ressaltou que essa área nunca havia ganhado muita repercussão na literatura científica, quando comparada às outras áreas da ecologia conforme conta. “Durante a pandemia organizamos a proposta, contatamos os autores, bem como as entidades parceiras e corremos atrás de financiamento. O Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima comprou a ideia, uma vez que eles estavam organizando o Programa Cidades Verdes Resilientes, o maior programa de ‘esverdeamento’ de cidades já idealizado no País”, conta.
Lamano revela que a coordenação do projeto recebeu capítulos de mais de 550 autores de quase 100 instituições diferentes de todo o País. “Nós fizemos a revisão de cada capítulo e passamos para a etapa do projeto editorial.” Cada um dos cinco livros traz cerca de 550 páginas de informação descrita em uma linguagem simples e com muitos recursos visuais, uma vez que o público alvo não era somente a academia, mas sim os gestores “da ponta”, aqueles funcionários públicos que realmente fazem a arborização urbana acontecer.
Informação técnica, mas acessível
Como cada região do País tem um livro específico, os organizadores tiveram o cuidado de oferecer uma lista de espécies nativas a serem plantadas em todos os municípios brasileiros. Para cada estado, foram selecionados botânicos taxonomistas para fazer a indicação da lista florística a ser adotada como sugestão para as cidades. “Com isso, alcançamos todo o País com a abrangência deste projeto “, destaca Lamano.
Para o coordenador da coletânea, atuações simultâneas de cidades limítrofes e regiões irão reforçar a biodiversidade regional e gerar resultados ambientais positivos de forma mais rápida e consistente, como o início de uma regulação climática em todo o País. “É um ganho coletivo para população e para o meio ambiente”, declara o professor.

Escrita à muitas mãos, a coletânea contou com pesquisadores da USP, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) , Zabotto Ambiental e Ministério do Meio Ambiente, e teve envolvimento de dezenas de especialistas de instituições de todo o País a fim de contribuir para o futuro das cidades brasileiras.
A publicação é composta de cinco volumes, cada um dedicado a uma macrorregião brasileira (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul). Reúne conhecimento técnico produzido por pesquisadores de todo o País, com orientações sobre manejo e gestão da biodiversidade urbana, além de oferecer listas de espécies nativas adequadas para o plantio em cidades, considerando critérios como compatibilidade com calçadas e redes elétricas.
A iniciativa também destaca a importância da inclusão social no planejamento urbano, ao defender a democratização do acesso às áreas verdes e a ampliação da arborização em periferias urbanas. Para mais informações e download das publicações da Coletânea Brasileira de Arborização Urbana clique aqui. Fonte: Assessoria de Comunicação da Escola de Engenharia de Lorena.