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André Rebouças: o primeiro engenheiro negro do Brasil

Você ouviu falar, ou já passou pela Avenida Rebouças, em São Paulo? E o túnel Rebouças no Rio de Janeiro? Existe ainda uma rua em Porto Alegre chamada Engenheiro Antônio Rebouças e um bairro Rebouças em Curitiba. E nosso país ainda tem um navio-tanque classe Suezmax, da Transpetro, com viagem inaugural realizada em 2015, batizado de André Rebouças. Mas, quem foram estes Rebouças?
Bem, o portal Engenharia 360 traz a história deles: André Rebouças, Antônio Pereira Rebouças Filho e José Rebouças. O mais velho, José, foi músico honorário da Câmara Imperial de Dom Pedro II. E os demais, trabalharam com construção, sendo André o primeiro engenheiro negro no Brasil.

André RebouçasAndré Rebouças: Imagem reproduzida de Energia Inteligente
Conheça a história de André Rebouças, o primeiro engenheiro negro do Brasil
Imagem de Rodolfo Bernardelli, Google Arts e Culture, em Wikipédia

André Rebouças foi um engenheiro militar, escritor e abolicionista brasileiro. Ele nasceu em 13 de janeiro de 1838, em Cachoeira, Bahia; e faleceu em 9 de maio de 1898, em Funchal, Portugal. Era filho de Antônio Pereira Rebouças, político e advogado. Foi um importante engenheiro, tendo trabalhado em vários projetos de infraestrutura, incluindo a construção de estradas, pontes e ferrovias. Também professor de matemática e física e escreveu vários livros sobre engenharia. Além disso, um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Projetos e ferrovia do D. Pedro II

O engenheiro André Pinto Rebouças trabalhou, ao longo da sua carreira, com vários projetos de infraestrutura. Alguns relatos históricos apontam para um possível desenvolvimento de torpedo durante sua participação na Guerra do Paraguai (1864 -1870). Mas os seus projetos mais emblemáticos, que contribuíram para o desenvolvimento do país forem, sem dúvidas: Rebouças foi engenheiro-chefe da construção da primeira ferrovia do Brasil, que ligava a cidade do Rio de Janeiro a Petrópolis. Esta obra foi fundamental para o desenvolvimento econômico e social da época.

André RebouçasImagem reproduzida de A História de Petrópolis

Estrada de Ferro Central do Brasil

Rebouças trabalhou como engenheiro-chefe na construção da estrada de ferro Central do Brasil, que ligava a cidade do Rio de Janeiro a Belém.

André RebouçasImagem reproduzida de Brasiliana Fotográfica

Ponte sobre o rio São Francisco

Rebouças projetou e supervisionou a construção de uma ponte sobre o rio São Francisco, uma grande obra para a região Nordeste, permitindo a ligação entre as cidades de Petrolina e Juazeiro.

André Rebouças                        Imagem reproduzida de Pinterest

Estudos sobre a abolição

Em outras frentes de atuação, Rebouças foi um dos principais defensores da abolição da escravatura no Brasil, escreveu vários livros e artigos sobre o tema.

André Rebouças
Imagem reproduzida de Portal Ambiente Legal


Fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

Rebouças foi um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (foto maior), uma instituição científica dedicada à preservação da história e geografia do Brasil.

André RebouçasImagem reproduzida de IHGB

Outros momentos importantes da sua carreira

André Rebouças, assim como Machado de Assis, Cruz e Sousa e José do Patrocínio, foi uma personalidade negra de grande importância para a história brasileira. Ele pertencia à classe média no Segundo Reinado. E foi uma das mais importantes vozes do movimento abolicionista no país, ajudando a criar a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, além de participar da Sociedade Central de Imigração, participar da Confederação Abolicionista e de redigir estatutos da Associação Central Emancipadora.

André Rebouças
Último baile do império, Ilha Fiscal | Imagem reproduzida de Aventuras na História

A afinidade de André com a Família Real era tão grande que, em 9 de novembro de 1889, participou do último baile do império, na Ilha Fiscal, às vésperas da proclamação da república, chegando a dançar com a Princesa Isabel. Ele embarcou com a família imperial, com destino à Europa, permanecendo exilado em Lisboa por dois anos, como correspondente do The Times de Londres.
Depois, foi transferido para Cannes, onde permaneceu até a morte de D. Pedro II, em 1891. Um ano depois, Rebouças aceitou um emprego em Luanda, onde permaneceu por 15 meses. A partir de meados de 1893, residiu em Funchal, na Ilha da Madeira, até sua morte no dia 9 de maio de 1898. E este foi o fim da história do primeiro engenheiro negro no Brasil. Fonte: https://engenharia360.com

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