Confea chega a 1.078.296 profissionais ativos

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), atingiu, na última sexta-feira (17), a marca de 1.078.296 de profissionais inscritos ativos, divididos entre engenheiros, agrônomos, arquitetos, geólogos, geógrafos, meteorologistas e tecnólogos. Para se ter uma ideia da representatividade, o volume de profissionais que o órgão representa pode ser comparado as populações de cidades como Maceió (AL) ou São Luiz (MA) e um orçamento superior a maioria dos municípios brasileiros.
Desse total, cerca de 9.120 registros são de profissionais de Sorocaba (residentes quando efetuaram a inscrição na entidade). Esse número pode ser maior devido a profissionais que não atualizaram seus dados junto aos Creas quando se mudaram de Sorocaba para outras cidades ou países ou, os que fizeram o caminho inverso.
O primeiro registro de um profissional de Sorocaba no Confea foi de Paulo Franco de Souza, registrado no Crea-RJ em 2 de dezembro de 1948. Nascido em 1922 e falecido em 2019, Paulo era natural de Macaíba (RN), se formou engenheiro civil na Escola de Engenharia da Universidade de Minas Gerais em 1948 e seu último endereço registrado no Crea era em Sorocaba.
A engenheira civil Heloisa Helena Schmidt Migues foi a primeira mulher de Sorocaba registrada no Confea. Formada pela Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie em 1976 e registrada no Crea-SP no mesmo ano, Heloísa nasceu em São Paulo em 1952.
Os números que envolvem o sistema Confea/Creas se equiparam a um município de porte médio para grande e administrar uma entidade com números tão expressivos é um desafio e tanto. Esta missão está a cargo do engenheiro civil Joel Krüger, que cumpre mais um mandato a frente da expressiva entidade.
O volume de profissionais que o Confea representa é superior a população de grandes cidades brasileiras, incluindo capitais como Maceió, que segundo dados do último censo do IBGE tem aproximadamente 1 milhão de habitantes ou de São Luiz, com população projetada em 1,06 milhão de moradores.
Do total de inscritos no Confea, profissionais do gênero masculino representam a maioria absoluta, com 792.385 inscritos. Detentor da maior população do Brasil, São Paulo também é o líder dos inscritos no Confea, com 301.296, dos quais 44.674 mulheres.
Os estados onde a diferença de gêneros é menos expressiva são Acre e Roraima. No primeiro são 1.517 masculino e 554 feminino (27,4%), enquanto que as representantes do gênero feminino representam 51,5 % dos inscritos (348 a 676).

 

Curiosidades

***O primeiro engenheiro civil conhecido na história da humanidade foi Imhotep, um dos funcionários do faraó Djoser. Provavelmente foi ele que, por volta de 2.611 a 2.630 a.C, projetou e supervisionou a construção da Pirâmide de Djoser, de degraus em Sacará.

***O primeiro engenheiro brasileiro foi André Pinto Rebouças. O grande engenheiro do Império, foi também o primeiro negro brasileiro a se formar em engenharia e chegar a professor catedrático. Ele nasceu na cidade de Cachoeira na Bahia, em 1838, e integrava uma família de sete irmãos.
Em 1871, André e seu irmão Antônio, também engenheiro, apresentaram ao Imperador D. Pedro II o projeto da estrada de ferro ligando a cidade de Curitiba ao litoral do Paraná, na cidade de Antonina. Na execução do projeto, o trajeto foi alterado para o porto de Paranaguá.

*** O primeiro registro de profissional computado no Sistema Confea/Crea foi do engenheiro civil Paulo Muller de Aguiar, formado pela Faculdade de Engenharia do Paraná, em 1936 e registrado no ano seguinte no Crea-PR. Natural do Rio de Janeiro, Paulo nasceu em 1916 e faleceu em 2018.

*** Leda Mattos dos Reis, engenheira civil formada pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, em 1938, foi a primeira mulher registrada no Sistema Confea/Crea, no Crea-RJ em 1939. Nascida em 1916 no Rio de Janeiro, Leda faleceu em 2013.

O Confea

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea e os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia – Creas são autarquias que surgiram a partir do Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, e são responsáveis pela verificação, fiscalização e aperfeiçoamento do exercício e das atividades das áreas profissionais da engenharia, agronomia e geociências.

 

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