Crea-SP é o primeiro a contribuir com o Registro Público de Emissões

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Crea-SP é o primeiro a contribuir com o Registro Público de Emissões

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) de São Paulo, dá os primeiros passos para a sua participação no Programa Brasileiro GHG Protocol, adaptado em 2008 ao contexto nacional pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces, da Fundação Getulio Vargas)  e pelo World Resources Institute (WRI), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. O GHG Protocol visa a inventariar as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) das corporações brasileiras e o Crea-SP é o primeiro Conselho de Classe a contribuir com o Registro Público de Emissões (RPE), iniciativa pioneira no país para divulgação de forma transparente, rápida e simples dos inventários das organizações participantes do Programa.

Atualmente, o sistema conta com a maior base de relatórios organizacionais públicos da América Latina, com mais de 2.800 documentos desse tipo. A iniciativa partiu do próprio presidente do Conselho, Eng. Telecom. Vinícius Marchese, durante a realização do 18° Seminário Estadual de Fiscalização (SEFISC) / 10º Congresso Estadual de Profissionais (CEP) e da Reunião Anual do Colégio Estadual de Inspetores (CEI), no mês de agosto de 2019, em Olímpia (SP).

O Eng. Agr. e Inspetor Especial do Crea-SP, Denis Storani, é o responsável técnico e coordenador geral da elaboração do inventário dentro do Conselho e ressalta a importância dessa contribuição que reforça a sustentabilidade como um fator de destaque para a administração do Conselho.  “Esses dados servirão como base para conhecimento dos processos, análise de riscos, identificação de oportunidades e o desenvolvimento de estratégias corporativas. Com isso, pretendemos ter mais transparência em informações sobre estratégias e ações em relação as mudanças climáticas e o Conselho poderá ser reconhecido cada vez mais como uma instituição com boas práticas de gestão”, explica.

Segundo Storani, a contribuição do Crea-SP à plataforma, método mais usado mundialmente pelas empresas e governos para a realização de inventários de GEE, é de enorme responsabilidade. “A maioria dos responsáveis técnicos das outras organizações membros do programa são engenheiros e o maior conselho de fiscalização de exercício profissional da América Latina não poderia fugir à adesão ao GHG Protocol, até pela sua estatura e influência que exerce”, lembra o Inspetor Especial.

Para Denis Storani, a análise e o diagnóstico do perfil de suas emissões possibilitam ao Crea-SP traçar os próximos passos para estabelecer estratégias, planos e metas para a redução e gestão das emissões de GEE. “Com as diretrizes desses diagnósticos em mãos será possível implantar políticas internas, engajando-se na solução desse enorme desafio para a sustentabilidade global”.

O relatório do Crea-SP no RPE já está disponível e pode ser acessado neste link.

Selo de reconhecimento

Storani lembra que ainda não existe um selo específico de órgãos ambientais para a premiação das organizações, apenas a Verificação por Terceira Parte, que é uma avaliação independente, realizada por pessoas competentes, que usam a ABNT NBR ISO 14064-3:2007 como diretriz, para assegurar a credibilidade do inventário. O inspetor do Crea-SP considera viável a criação de um selo de reconhecimento e aponta a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) com o órgão que pode tomar essa iniciativa. “Seria um importante incentivo, a exemplo do que já acontece com o Programa Município Verde Azul”.

O Programa Município Verde Azul foi lançado em 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, atual Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente. A iniciativa serve para medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios.

 

Fonte: CREA-SP

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