Região de Sorocaba está entre as que mais vende lotes

No primeiro semestre de 2021, 2.159 lotes foram comercializados na região de Sorocaba, a terceira no Estado de São Paulo nesse tipo de negócio. A região de Sorocaba só perde para a de Campinas, com 8.572 lotes vendidos e para a região de São José do Rio Preto, que vendeu 2.334 lotes, no mesmo período. Em seguida estão as regiões de Presidente Prudente (1.587) e de Araraquara (1.547).

Os dados sobre o mercado imobiliário nas 65 principais cidades do Estado, que inclui Sorocaba e municípios da região, além de números de 232 cidades do Brasil, foram apresentados na terça-feira (14), em coletiva de impresa, pela Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo), em parceria com o Secovi-SP e a empresa de pesquisa e consultoria em negócios Brain.

Segundo o sócio-dirigente da empresa Brain Inteligência Estratégica, Fábio Tadeu Araújo, o mercado de lotes atualmente está comemorando uma significativa alta na venda de unidades e nos valores comercializados, com destaque para a região de Sorocaba, que aparece na terceira posição no Estado em número de lotes vendidos no primeiro semestre de 2021. “Nesse período estamos comemorando uma alta de unidades e de valores, mas ainda não atingimos o recorde”, destaca.

A pesquisa aponta que o mercado de lotes injetou cerca de R$ 2,2 bilhões na economia das 65 cidades paulistas nos primeiros seis meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, somente em vendas. O valor representa aumento de 87% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a comercialização chegou a R$ 1,8 bilhões. “É uma alta muito positiva indicando, inclusive, que novos loteamentos para a classe média, média alta e alta entraram no mercado em uma proporção maior do que os lotes populares”, destaca Fábio Araújo.

Ele diz que o mercado de lotes movimentou bem mais do que os R$ 2,2 bilhões apontados pela pesquisa nas 65 cidades paulistas, chegando a cifras na casa dos R$ 7 bilhões injetados na economia no primeiro semestre de 2021. “Se a gente somar a construção de casas, os gastos com paisagismo, mobiliário, decoração, entre outros, o valor chega a quase R$ 7 bilhões fomentados na economia dessas 65 cidades do interior de São Paulo”, aponta Araújo.

O Estado de São Paulo também registrou aumento no número de novos loteamentos e lotes lançados no primeiro semestre de 2021, na comparação com igual período do ano passado. Somente nos primeiros seis meses do ano, foram lançados 43 novos loteamentos, o que representa um aumento de 13% em relação ao primeiro semestre de 2020, quando foram lançados 38.

Já em relação ao número de lotes colocados à venda no mercado o aumento foi ainda maior no mesmo período: 33%. No primeiro semestre de 2021 foram 16.996 contra 12.768 de janeiro a junho do ano passado, nas 65 cidades paulistas alvo da pesquisa. No acumulado dos últimos 12 meses, de julho de 2020 até junho de 2021, foram 38,2 mil lotes lançados. Conforme Fábio Araújo, os dados mostram uma recuperação importante em relação ao fechamento do ano passado.

O número de lotes vendidos no primeiro semestre de 2021 aumentou 24% na comparação com o mesmo período do ano passado nas cidades pesquisadas. Foram 18.002 unidades nos primeiros seis meses de 2020 contra 22.234 de janeiro a junho desse ano. Já em relação aos valores, o aumento foi de 10%, passando de R$ 2,6 bilhões para R$ 2,8 bilhões injetados na economia paulista, no mesmo período analisado.

A pesquisa mostra ainda que no acumulado dos últimos 12 meses, julho de 2020 a junho de 2021, foram vendidos 46.049 lotes nas 65 cidades paulistas, o que representa recorde de vendas desde que o levantamento começou a ser feito, em dezembro de 2017. “Estamos vivendo o melhor momento e essas vendas estão ocorrendo nas principais regiões do Estado de São Paulo, como na de Campinas, de São José do Rio Preto, de Sorocaba, e outras regiões”, destaca Fábio Araújo, da Brain Inteligência Estratégica. De acordo com o levantamento, na região de Sorocaba o preço médio do lote aberto é de R$ 89.541 e do lote fechado é de R$ 214.378. Os valores médios são quase os mesmos praticados no Estado: R$ 88.241 (aberto) e R$ 214.442 (fechado).

A pesquisa também foi realizada em 232 cidades do Brasil e aponta que as vendas nacionais de lotes tiveram o melhor semestre, desde que o levantamento começou a ser realizado em dezembro de 2018. No primeiro semestre de 2021, foram vendidos 48.671 lotes contra 35.951 no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 35%. Já em relação aos valores, o aumento foi de 25% o no mesmo período, passando de R$ 4,7 bilhões de janeiro a junho de 2020 para R$ 5,9 bilhões nos primeiros seis meses de 2021.

Para Fábio Araújo, a pesquisa nacional aponta para o melhor semestre dos últimos dois anos e meio, quando o estudo começou, e vai além: “se tivesse mais lançamentos certamente teria vendido mais”, aponta. Ele destaca ainda o momento favorável na preferência do consumidor por morar em uma casa, em relação a outros tipos de imóveis. “Creio que a pandemia trouxe esse desejo de volta, já que as pessoas passaram a sair menos, ficando mais isoladas, trabalhando em home office. Tudo isso levou uma maior procura por uma casa, com espaços mais amplos, área verde e outros benefícios”, reforça.

Já o presidente da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo), Caio Portugal, afirma que a pandemia também provocou uma queda nas vendas logo após o seu início no ano passado, assim como uma queda no início de 2021, por conta das trocas dos prefeitos nas cidades. Ele também chama a atenção para as legislações municipais restritivas que ainda limitam novos lançamentos imobiliários nos municípios, na demora de processos de legalização e licenciamento, e anunciou uma campanha para chamar a atenção das prefeituras municipais e dos consumidores sobre a questão. “Todos perdem com os loteamentos clandestinos, que trazem prejuízos para a sociedade e para os governos municipais, além de outros problemas sociais”, ressalta.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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