Toyota inicia em dezembro a transferência de unidade de São Bernardo para Sorocaba

A multinacional japonesa Toyota informou que a transferência da unidade de São Bernardo do Campo para Sorocaba e Indaiatuba será realizada, gradualmente, a partir de dezembro próximo, com expectativa de terminar em novembro de 2023. A iniciativa de transferir a operação industrial para cidades onde a Toyota já atua, como Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz, tem por objetivo buscar sinergia entre as unidades produtivas e faz parte do plano na busca de mais competitividade frente aos desafios do mercado brasileiro e da sustentabilidade dos negócios da montadora no Brasil.

A intenção da montadora é oferecer oportunidade a 100% dos 550 colaborares que hoje trabalham na operação de São Bernardo do Campo, portanto, não haverá geração de emprego, bem como demissões. Mesmo assim, a empresa acertou acordo que prevê pagamentos que partem de 35 salários fixos aos trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo que não quiserem se transferir.

Para cada ano de casa, o funcionário terá direito a um salário adicional. Assim, por exemplo, um trabalhador com dez anos na empresa poderá receber 45 salários (35 salários mais um salário adicional a cada ano trabalhado), além das verbas rescisórias. As condições estão previstas no programa de demissão voluntária, o chamado PDV. Em relação aos modelos que serão produzidos, “não haverá mudanças com a transferência, uma vez que em São Bernardo do Campo são produzidas peças que equipam modelos produzidos no Brasil, Argentina e Estados Unidos”, explica a multinacional.

Atualmente, na unidade de Sorocaba, são produzidos os modelos Yaris, Corolla Cross e Etios (somente para exportação), enquanto em Indaiatuba é produzido o Corolla, modelo sedã. Já na unidade de Porto Feliz, a montadora concentra a fabricação de motores 2.0L Dynamic Force.

A expectativa é produzir cerca de 210 mil unidades em 2022 nas fábricas de Sorocaba e Indaiatuba. Em 2021, a Toyota fechou o ano com quase 175 mil unidades comercializadas, um crescimento de 26% em relação a 2020. Já a produção finalizou 2021 com cerca de 172 mil unidades, alta de 48% em comparação ao ano anterior.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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