Engenheiros civis celebram dia especial

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Engenheiros civis celebram dia especial

As escolas, igrejas, as ruas, os postos de saúde e hospitais, as casas, a água encanada e tratada que chega às torneiras de casa. Em praticamente tudo que as pessoas necessitam para uma vida digna, há a mão de um engenheiro, de um profissional da construção civil. Este domingo 25 de outubro marcou duas celebrações importantes no Brasil: Dia do Engenheiro Civil e também do “Patrono da Engenharia”, santo brasileiro Frei Antônio de Sant´Ana Galvão. A data remete a 25 de outubro de 1998, dia em que Galvão foi beatificado pelo Papa João Paulo II.
Desde o ano 2000 o 25 de outubro é considerado como o Dia da Construção Civil. Por extensão, a partir de 2007 a data foi instituída oficialmente como o Dia dos Profissionais da Construção Civil, sendo, mais recentemente, adotada como o Dia do Engenheiro Civil.
Em virtude da polivalência de sua modalidade no âmbito das profissões da área tecnológica e da formação considerada uma das mais abrangentes do meio acadêmico, os engenheiros do setor em geral são associados às funções de comando dentro da cadeia produtiva da construção civil e, cartesianos ou não, não fazem outra coisa a não ser dar conta da missão para a qual foram historicamente designados pela sociedade.

Quem foi o patrono

Antônio de Sant’Ana Galvão (Frei Galvão), foi membro da Ordem Franciscana Menor. Nasceu em Guaratinguetá (SP), em 1739. Foi assistente de pedreiro e mestre-de-obras, erigindo edificações de real valor arquitetônico e em sólidas bases estruturais, sendo reconhecido como Patrono da Construção Civil e como o primeiro santo do país.
Por 28 anos, trabalhou na edificação do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência (1774 a 1788), atual Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz (de que foi também fundador) e da Igreja de Nossa Senhora da Luz (1788 a 1802), da qual foi também autor do desenho de sua fachada.
O complexo do Mosteiro da Luz, que compreende a igreja, o convento das Irmãs Concepcionistas (claustro), o túmulo e o memorial de Frei Galvão, entre outras edificações, foi declarado pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade e considerado, pela prefeitura de São Paulo, a mais importante construção arquitetônica colonial paulistana do século XVIII.
Paralelamente, São Frei Galvão conduziu sua trajetória de fé, consagrando seus poderes de cura, disseminados inclusive por meio de suas famosas Pílulas da Fé. Em 25 de outubro de 1998, o Papa João Paulo II promoveu sua beatificação, em Roma, ato que teria sua continuidade em 11 de maio de 2007, quando foi canonizado pelo Papa Bento XVI, em visita a São Paulo. Tornava-se, então, o primeiro santo brasileiro.
Em 25 de maio do mesmo ano, o Confea referendou, por meio da Decisão Plenária 0446/2007, o ato normativo nº 06/2007, expedido pelo Crea-SP, que declarou o dia 25 de outubro como o Dia dos Profissionais da Construção Civil. Ainda naquele ano, foi editada a Lei nº 11.532/07, instituindo o Dia Nacional de Frei Sant’Ana Galvão, em 11 de maio. Já em 25 de outubro, foi-lhe conferido, pelo Crea-SP, o título honoris causa, em reconhecimento como figura exemplar para os profissionais da área tecnológica. São Frei Galvão faleceu em 23 de dezembro de 1822.

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