Primeira engenheira negra do Brasil é homenageada pelo Google

O Doodle do Google trouxe uma homenagem à Enedina Alves Marques, que completaria hoje 110 anos e foi a primeira mulher a concluir o curso de engenharia no estado do Paraná e a primeira engenheira negra do Brasil. Os Doodles são aquelas versões diferentes da marca do Google e são utilizadas em datas importantes e aniversários de pessoas relevantes, famosas como artistas, escritores, cientistas.

Confira aqui o Doodle em homenagem à engenheira. A ilustração exibida mostra a  profissional em frente a uma usina hidrelétrica, que simboliza uma das grandes obras com as quais contribuiu em sua carreira como engenheira. “Dentre suas obras mais importantes, estão o levantamento topográfico e a construção da maior hidrelétrica subterrânea, a Usina Capivari-Cachoeira e o desenvolvimento da Usina Hidrelétrica do Paraná. Ela também trabalhou no Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica do Paraná da Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas, além de participar do desenvolvimento do Plano Hidrelétrico do Paraná e em diversos rios do Estado ” , relembrou o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger, que também presidiu o Crea-PR.

Sobre a pioneira

Enedina Alves Marques
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Enedina Alves Marques foi a primeira mulher diplomada em Engenharia Civil na região Sul do Brasil, em 1945. A sua formatura foi marcada como um fato de grande curiosidade para a sociedade curitibana, por ter conseguido transpor um espaço hegemonicamente masculino e branco. Aos 32 anos, a curitibana Enedina foi o destaque na solenidade de formatura de Engenharia ao lado de 32 homens.
Em 2022, o Crea Paraná instituiu o Prêmio Engenheira Enedina Alves Marques, organizado pelo Comitê Mulheres do Crea-PR, com apoio da Mútua-PR e da Cooperativa de Crédito (CredCrea). No ano de 2006, o Sistema Confea/Crea concedeu a Enedina a inscrição no Livro do Mérito, onde são inscritos os nomes dos profissionais falecidos que prestaram relevantes serviços à sociedade.

Segundo a Prefeitura de Curitiba, em reconhecimento à sua trajetória a profissional ganhará um monumento na Rua XV de novembro. A escultura será implantada pela Prefeitura em parceria com o Centro Universitário Internacional Uninter próximo do Edifício Garcez, sede da instituição de ensino.
O pioneirismo de Enedina, que inspira a presença de mulheres negras em profissões ligadas à tecnologia, foi materializado também na Universidade do Paraná (UFPR) com a inauguração de uma placa no prédio administrativo do Setor de Tecnologia, em 2018. Em 2006, foi fundado o Instituto De Mulheres Negras Enedina Alves Marques (IMNEAM) voltado para a luta contra a discriminação racial e pela igualdade de direitos.

Fonte: Confea

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