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Reino Unido inicia vacinação contra covid

Enquanto no Brasil prossegue a disputa nos bastidores sobre a vacina a ser aplicada na população, o o Reino Unido se tornou hoje o primeiro país do mundo (depois da China) a iniciar a vacinação em massa. Margaret Keenan, de 90 anos, foi a primeira pessoa a ser vacinada contra covid-19 no Reino Unido. Ela recebeu a dose da vacina logo nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (8). Margaret se tornou a primeira pessoa do mundo a receber a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Pfizer e BioNTech como parte da campanha de imunização iniciada no Reino Unido. Margaret Keenan, que fará 91 anos na semana que vem, disse que o imunizante foi o “melhor presente de aniversário antecipado”.

O Reino Unido foi o primeiro Estado ocidental a autorizar o uso de uma vacina contra a covid-19. A China já imuniza sua população há alguns meses, com uso emergencial de imunizantes. Cinquenta hospitais britânicos receberam nos últimos dias as primeiras 800 mil doses da vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNTech, a única autorizada até o momento pela agência reguladora do Reino Unido, que chegaram de laboratórios na Bélgica. A campanha britânica acontecerá em um primeiro momento apenas em hospitais devido à necessidade de armazenar a vacina em temperatura muito reduzida, entre -70ºC e -80ºC.

A vacinação acontecerá de acordo com uma ordem de prioridades que começa com residentes e funcionários de casas de repouso, profissionais de saúde e pessoas com mais de 80 anos. Depois, o programa seguirá por faixas etárias regressivas até os maiores de 50 anos. As autoridades já alertaram que a maior parte da campanha de vacinação acontecerá em 2021. “Este dia marca um enorme avanço na luta do Reino Unido contra o coronavírus”, declarou o primeiro-ministro Boris Johnson, que, no entanto, fez um alerta. “Mas a vacinação em larga escala vai levar tempo”, advertiu ele, pedindo que população continue respeitando as restrições impostas.

O Reino Unido é o país mais afetado da Europa pela pandemia, com mais de 61.400 mortes confirmadas. O Executivo espera vacinar todas as pessoas vulneráveis até abril, mas isto dependerá do ritmo de entrega das próximas doses da vacina. No mês passado, o Reino Unido disse que espera 10 milhões de doses do imunizante ainda em 2020, mas o governo admitiu que o ritmo da distribuição dependerá da entrega, tendo encomendado um total de 40 milhões de doses — o suficiente para vacinar 20 milhões de pessoas, porque cada uma terá de tomar duas doses.

O número representa menos de um terço de sua população (66,5 milhões), mas o país espera a autorização em breve de outras vacinas, incluindo a da americana Moderna e, especialmente, a britânica da AstraZenaca/Oxford. Desta última, as autoridades de saúde britânicas reservaram 100 milhões de doses — uma vez autorizada para uso e produzidas —, e como ela pode ser armazenada a uma temperatura de entre 2ºC e 8ºC, a distribuição deve ser mais simples. A meta do governo britânico é de que, até a Páscoa de 2021, o país possa começar a “retornar à normalidade”, mesmo que milhões de pessoas ainda não estejam vacinadas.

A possibilidade de a imunização apresentar efeitos adversos é a maior preocupação dos britânicos, com 55% da população temendo efeitos colaterais. Em segundo lugar, 48% do grupo respondeu que se preocupa com a segurança da vacina, enquanto 47% temem que ela não seja eficaz. Em novembro, a Pfizer anunciou que o imunizante é seguro e tem 95% de eficácia. A vacinação no Reino Unido não é obrigatória, mas Margaret aconselhou as pessoas a tomarem: “Meu conselho a qualquer pessoa que receba a vacina é que tomem – se eu posso tomá-la aos 90, então você também pode tomá-la!”…

Fonte: AFP e Reuters

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